O fantasma do Internet Explorer 6 e como ele assombra(va) os profissionais de Internet

Por Oséias Arnaldo - 27/12/2017

Se tem alguém usando o Internet Explorer, provavelmente tem alguém torcendo o nariz. O Explorer sempre foi visto como um navegador ruim, principalmente nas versões antigas. A própria Microsoft admitiu isso com o slogan “O navegador que você amava odiar”, utilizado no lançamento da versão de 2012.

Muito desse “amar odiar” tem uma culpada: a sexta versão, o IE6, que é um pesadelo – principalmente para as agências que desenvolvem sites.

No vídeo abaixo (legendado) você pode ver um anúncio da própria Microsoft, sobre o Explorer.

 

Durante as cotações para criação de sites em Volta Redonda ou em qualquer outra cidade, sempre nos questionam se o site será compatível com todos os navegadores. A nossa resposta está na ponta da língua e no contrato: o site será compatível com todos os navegadores em suas versões mais recentes.

Por que os primeiros a odiarem o IE6 foram os profissionais de web?

Dentre todas as versões de Internet Explorer, a mais “amada ao contrário” foi o Internet Explorer 6, que vinha com o Windows XP, lançado em meados de 2001. A Internet estava em expansão e por isso tratava-se de um momento especial, onde o mercado de “webdesign” começava a surgir.

A gente explica: se um desenvolvedor produzia o HTML para um browser moderno (ex: Chrome), o Internet Explorer não conseguia ler direito, causando anomalias, má formações, conteúdos encavalados, entre vários outros problemas. Então, era solicitado o concerto do erro. Mas ao arrumar para o Explorer, novos erros surgiam para quem acessava pelos browsers novos. Chateação em looping.

E tem um problema dentro desse problema: em algumas corporações (engessadas), o usuário não tinha autonomia pra escolher qual navegador usar – e o Windows XP vinha com o IE6 instalado por padrão. Então, para quem acessava do lado de fora da empresa, o site estava lindo, mas, dentro da empresa o cliente via o site com erros, e, lógico, pedia pra mudar. Dilema: para quem é melhor exibir o site com erros, para a empresa ou para o cliente da empresa?

Como foi o Declínio do IE6 no Brasil?

O gráfico abaixo mostra as visitas de um cliente da React que possui um site com fluxo considerável, em média cem mil visitas ao mês. É possível observar sem dificuldades o declínio do uso do Internet Explorer (em laranja).

Gráfico do Google Analytics que mostra um cliente com média de 100 mil visitas por mês, entre 2012 e 2017

 

A parte boa é que o IE6, o navegador que dava mais problema, foi praticamente erradicado em 2015. O peculiar é que em 2012 já existia a versão 10 do Internet Explorer, mas a versão 8 era a mais usada. O que prova que de uma maneira ou de outra, ninguém tinha o hábito de atualizar o navegador na época. E até hoje ainda não temos, pois o Google Chrome, por exemplo, atualiza sozinho.

O gráfico abaixo mostra um recorte do uso do Internet Explorer dividido em várias versões:

O gráfico mostra o declínio do Internet Explorer e suas versões ao longo do tempo, entre 2012 e 2017.

Como anda o Internet Explorer hoje?

Uma sombra do que era na época do saudoso Windows XP, com certeza. Mas se você acha que ninguém mais usa o Internet Explorer, está enganado: segundo o Stat Counter, que compartilha uma variedade de dados sobre a Internet no mundo, no Brasil, o Internet Explorer equivale a somente 1,76% da totalidade dos Browsers, onde o Chrome segue na liderança com mais de 70%.

 

Ranking Brasileiro dos navegadores em 2017

No fim das contas, após se portar como ré confessa, a Microsoft passou a disponibilizar navegadores que não são pesadelos. Nesses casos, é melhor brincar com o humor, como no vídeo do início deste post.

Mas a fama foi tão ruim que a Microsoft criou um novo navegador, o Microsoft Edge, que segundo a gigante foi codificado do zero, não sobrando nenhum vestígio do Internet Explorer. Porém, já era tarde demais. No gráfico acima, o Edge também pode ser visto com menos share do que o próprio Explorer.

E você? Qual navegador você usa?

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